A turma de 4.º ano da EB1 Carquejido, imaginou a história de José Saramago só a partir da leitura das ilustrações. Sem conhecer o texto, os alunos criaram o seguinte conto:
A Maior Flor do MundoEra uma vez um menino que foi com o seu pai, num carro cor-de-rosa,
buscar uma pequena árvore, no cimo de um pequeno monte. Entretanto, o menino
viu um pequeno escaravelho preto que parecia sozinho no meio de todo o deserto
à sua volta. Pegou nele, com jeitinho, e guardou-o numa pequena caixa.
Logo que
chegou a casa, quis mostrar o seu tesouro à mãe que, apressada, procurou o
melhor lugar no jardim para colocar a árvore que o pai tinha trazido.
Triste,
naquele momento, abriu a caixa para espreitar o seu amigo que aproveitou e voou
por ali fora.
Agora,
também aflito, correu atrás dele. Parou junto ao muro que separava o pátio da
sua casa do deserto que parecia andar em obras. Via dali uma paisagem sem vida
e o seu escaravelho negro a voar.
Sem
pensar novamente, saltou o muro e correu sem rumo. Apenas o olhar seguia o
escaravelho e as pernas o levavam na sua direção.
Tanto
correu que entrou numa floresta dividida por um pequeno rio que teimava em
correr devagar. Já fora da floresta e depois de algum tempo a correr, avistou
uma flor no cimo de um monte. Mas até a flor parecia sem vida. Estava murcha.
Tinha sede.
O menino
lembrou-se do rio por onde passara. Sem pensar muito, correu até lá e trouxe
água nas suas mãos até à flor. Tantas vezes quantas as necessárias para que a
flor ganhasse vida outra vez.
Cansado,
adormeceu!
A tarde
estava bem quente.
A flor
soltou uma das suas pétalas em direção ao menino, que dormia sob o sol que já
estava atrasado para nascer fora dali, noutro local.
Entretanto,
em casa, os pais aperceberam-se que a criança não estava ali. O medo e o susto
instalaram-se na aldeia.
Todos se
aventuraram por aquele deserto sem vida, agora escuro, à procura do menino.
Muito
andaram até o avistarem no cimo do monte. A esperança tomou conta de toda a
gente que logo correu até ele.
Os seus
olhos abriram-se e alegraram-se por verem a sua mãe e o seu pai. Juntos vieram
buscá-lo!
Que pena não ter o seu amigo para lhes mostrar. Mas não fazia mal! Estava feliz!
Talvez ele também tenha voltado para junto da sua família.
Agora
era tempo de festejar.
Afinal havia vida para além do muro… era preciso acreditar na maior flor do mundo que agora avistavam da aldeia!
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