DIA NACIONAL DA CULTURA CIENTÍFICA - POESIA E CIÊNCIA (VULCÕES)

Alunos da turma 10.ºC, na disciplina de Biologia e Geologia, leem e comentam poemas de autores portugueses nos quais são aplicados conceitos científicos.

Vulcões, Florbela Espanca

Tudo é frio e gelado. O gume dum punhal

Não tem a lividez sinistra da montanha

Quando a noite a inunda dum manto sem igual

De neve branca e fria onde o luar se banha


No entanto que fogo, que lavas, a montanha

Oculta no seu seio de lividez fatal

Tudo é quente lá dentro... e que paixão tamanha

A fria neve envolve em seu vestido ideal!


No gelo da indiferença ocultam-se as paixões

Como no gelo frio do cume da montanha

Se oculta a lava quente do seio dos vulcões...


Assim quando eu te falo alegre, friamente,

Sem um tremor de voz, mal sabes tu que estranha

Paixão, palpita e ruge em mim doida e fremente!

O poema “Vulcões”, de Florbela Espanca, retrata aquilo que se manifesta por fora e aquilo que se sente por dentro comparando ao exterior gélido e o interior quente de uma montanha vulcânica coberta de neve.

O vulcão coberto de neve fria simboliza a indiferença e a calma que as pessoas muitas vezes demonstram. No entanto, dentro dessa montanha existe magma incandescente, representando emoções fortes e sentimentos reprimidos.

Assim, a autora mostra que por trás de uma aparência fria pode existir uma grande intensidade emocional, pois ninguém é apenas aquilo que aparenta ser.

Carolina Vieira, Joana Estrela e Leonor Almeida


O poema “Vulcões” fala de emoções intensas escondidas dentro de nós, tal como num vulcão onde à superfície tudo parece frio e calmo, mas no interior existe o magma quente, simbolizando emoções fortes como paixão e sofrimento, que não se veem. O sujeito poético mostra que muitas vezes as pessoas escondem os seus sentimentos sob uma aparência fria ou distante. Assim, metaforicamente, o nosso corpo é o vulcão e o nosso coração o calor da lava que mais tarde ou mais cedo sairá do vulcão.

Maria Ermo Ferreira, Maria Francisca Rosas, Maria Vidinha Ribeiro, Miguel Félix, Rodrigo Silva


Para expressar as suas emoções contidas, o sujeito poético compara-se a um vulcão que guarda o magma dentro de si, assim como ele guarda os seus sentimentos por alguém aparentando ser-lhe indiferente: “no gelo da indiferença ocultam-se as paixões / como no gelo frio do cume da montanha / se oculta a lava quente do seio dos vulcões”.

Ema Pinho, Francisca Gomes, Gabriela Maciel e Isabela Maciel



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