OS DA MINHA RUA - OPINIÃO

 Para passarem à fase concelhia do Concurso Interconcelhio de Leitura, os alunos do ensino secundário tiveram de responder ao seguinte desafio:

"Nos contos que leste, Ondjaki transforma episódios simples da infância em textos carregados de significado. Escreve um pequeno texto interpretativo em que expliques de que modo, na vida de cada um de nós, a memória da infância é construída a partir de pequenos acontecimentos, pessoas ou objetos.

Eis as respostas que deram a vitória às alunas que vão representar o AE na próxima fase:

"Quando somos crianças, temos uma noção do mundo exterior bastante diferente daquilo que realmente acontece. Somos protegidos das realidades difíceis e somos ingénuos, consequentemente. As nossas memórias não são nada mais do que uma coleção de pequenos momentos que nos marcaram. Muitos destes momentos marcantes ficam subconscientemente na nossa memória porque nos despertam para a realidade. Fazem-nos aperceber das injustiças, das desigualdades, da atração, da maldade, da ganância, do sentimento de culpa e da saudade. Não é coincidência que crianças com uma vida mais dura, e menos protegidos são bastante mais maduras muito mais novas. É devido a episódios simples, mas cheios de significados, sem filtro, que uma criança é moldada a tornar-se no adulto que virá a ser. 
A minha infância está repleta de inúmeras memórias felizes, com família e amigas, e essas fazem de mim uma pessoa leve e brincalhona. Mas as memórias que eu tenho de fazer asneiras e magoar alguém, esses fazem de mim responsável e cuidadosa."
Maria Ângela, 11.º ano 


"Quando somos pequenos, vivemos diversos acontecimentos e conhecemos diversas pessoas que,  mais tarde, quando já somos adolescentes ou adultos, são apenas fragmentos na nossa memória. O que fica são pequenas características de pessoas, de objetos, sítios ou acontecimentos que, de alguma forma, nos marcaram e nos fazem reviver momentos do passado. Estes fragmentos de memória, muitas vezes, deixam-nos nostálgicos e fazem-nos querer voltar ao passado, voltar àqueles momentos de felicidade, que, por alguma razão, não acontecem ou não existem, agora. Estes fragmentos de memórias também nos podem fazer reviver certas pessoas ou acontecimentos que preferíamos esquecer, mas que, no entanto, nos ajudam a crescer, a sermos quem somos e a ultrapassar certos aspetos da vida.
Inês Alves, 11.º ano

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